" E a vida? e a vida o que é diga lá, meu irmão. Ela é a batida de um coração, ela é uma doce ilusão. E a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento? O que é, o que é, meu irmão? Há¡ quem fale que a vida da gente é um nada no mundo. é uma gota é um tempo que nem dá um segundo. Há¡ quem fale que é um divino mistério profundo. É o sopro do criador numa atitude repleta de amor. Você diz que a luta é prazer. Ele diz que a vida é viver. Ela diz que melhor é morrer pois amada não é, e o verbo é sofrer. Eu só sei que confio na moça e na moça eu ponho a força da fé. Somos nós que fazemos a vida como der ou puder ou quiser. Sempre desejada, por mais que esteja errada. Ninguém quer a morte só saúde e sorte. E a pergunta roda e a cabeça agita. Eu fico com a pureza da resposta das crianças É a vida, é bonita e é bonita


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Faça a sua parte

"Sou baixinha, atrevida e magra de ruim. Odeio mentiras e falsidade e a pior coisa que existe no mundo ao meu ver, são pessoas que acreditam serem melhores que as outras. Nasci de uma familia pobre, sem televisão e uma cambada de filhos (12), para minha felicidade, pois não gostaria de não os te-lo conhecido ou deixado de ter convivido com eles. Sou carioca da gema, mas filha de mineiros Uai. Já¡ mudei muito pareço cigana, mas agora com a idade cansei e pretendo morar por aqui pelos menos em alguns anos mais. Adoro viajar, encontrar e fazer novos amigos. Sou interessada nas paisagens dos locais onde chego, mas são as pessoas que me chamam mais a atenção. Tenho três filhos do meu primeiro casamento, Felipe de 29 anos, Pedro de 27 anos e Daniel de 22 anos e uma menina de nome Charlotte de 15 anos do meu segundo e provavelmente ÚLTIMO marido, um sueco chamado Leif, que amo mas que me tira do sério várias vezes por dia.



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Terça-feira, Julho 26, 2005

DIA DA MULHER NEGRA DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE



Nega do cabelo duro, Qual é o pente que te penteia? Qual é o pente que te penteia? Qual é o pente que te penteia ...
“O teu cabelo não nega mulata Porque és mulata na cor... Mas como a cor não pega, mulata, Mulata, eu quero o teu amor .

A mulher negra tem sido, ao longo de nossa história, a maior vítima da profunda desigualdade racial vigente em nossa sociedade. Os poucos estudos realizados revelam um dramático quadro, que se prolonga desde muitos anos. Uma dramaticidade que está não apenas nas péssimas condições sócio-econômicas, produzidas por um sistema explorador. Mas também na negação cotidiana da condição de ser mulher negra, através do racismo e do sexismo que permeiam todos os campos da vida de cada uma. O resultado: um sentimento de inferioridade, de incapacidade intelectual e a quase servidão vivenciados por muitas.
A mulher negra está exposta à miséria, à pobreza, à violência, ao analfabetismo, à precariedade de atendimento nos serviços assistenciais, educacionais e de saúde. Trata-se de uma maioria sem acesso aos bens e serviços existentes em nossa sociedade e, em muito, exposta à violência. Entre as conseqüências extremas desta situação está o seu aniquilamento físico, político e social que chegam a atingir profundamente as novas gerações. A situação de máxima exclusão pode ser percebida quando analisamos a inserção da população feminina negra em diferentes campos: social, político e econômico.
O trabalho doméstico ainda é, desde a escravidão negra no Brasil, o lugar que a sociedade racista destinou como ocupação prioritária das mulheres negras. Nele, ainda são relativamente poucos os ganhos trabalhistas e as relações se caracterizam pelo servilismo. Em muitos lugares, as formas de recrutamento são predominantemente neo-escravistas, em que meninas são trazidas do meio rural, sob encomenda, e submetidas à condições subhumanas no espaço doméstico.
A mulher desempenha um papel essencial no desenvolvimento da produção sustentável e no consumo de bens e serviços para a sua família e a comunidade. Nos reassentamentos humanos, em zonas rurais e urbanas, não se leva em conta as famílias chefiadas por mulheres negras para a titulação e financiamento de moradias e definição de políticas afirmativas que garantam maior humanização de suas vidas.
Quero prestar uma homenagem a minha Querida Mãe Odília (1917-1994), pela dedicacão e pelo esforco que fez, lutando para que estudassemos com muito sacríficio para que não passassemos o aperto e as humilhacões que ela passou.

Beijos a todas as minhas amigas Negras e Lindas:
Neusa, Jane, Regina, Luiza, Tania, Lea, Ireni, Ieda, Cida, Alexandrina, Vilma, Creuza, Luana, Gisele, Morena, Dulce, Clari, Alcina, Maria Helena, Marilda,Zilda, Edna... a lista é enorme mas todas são queridas até as que eu esqueci no momento

0 Virou bagunça