sábado, março 24, 2007

Skyline Pigeon

Pombo do Horizonte



Livre-me de suas mãos


Deixe-me voar para terras distantes


Sobre campos verdes, árvores e montanhas


Flores e fontes em florestas


Para casa, pelas veredas da via celeste


Pois este quarto escuro e solitário


Reflete uma sombra cheia de tristeza


E meus olhos são espelhos


Do mundo lá fora


Pensando no jeito


Que o vento pode mudar a maré


E essas sombras mudam de roxo para cinza


Para um simples pombo


Sonhando com a abertura, esperando pelo dia


Em que ele possa abrir suas asas


E voar novamente


Voe para longe, pombo, voe


Em direção aos sonhos


que você há muito deixou para trás


Deixe-me apenas acordar de manhã


Com o aroma do feno recém-cortado


Para sorrir e chorar, para viver e morrer


No brilho do meu dia


Eu quero ouvir os sinos ressonantes


De igrejas distantes cantarem


Mas, acima de tudo, por favor me livre


Desta dolorosa argola de metal


E abra esta gaiola voltada para o Sol


Para um simples pombo


Sonhando com a abertura, esperando pelo dia


Em que ele possa abrir suas asas


E voar novamente


Voe para longe, pombo, voe


Em direção aos sonhos


que você há muito deixou para trás

Um comentário:

Anônimo disse...

Linda poesia!!!!
Bom domingo!!!!
bs,